
A instrução e o ensino, historicamente, sempre foram preocupações que levaram pensadores a desenvolver teorias que se transformaram em práticas que são os alicerces da educação que se tem hoje. Sabe-se que foram os que ousaram sonhar e realizar experiências que, perdurando ou não, buscaram equacionar as necessidades dos homens e das sociedades da época. Muitos foram os educadores, psicólogos, e até médicos, preocupados com a educação de crianças, adolescentes e adultos, ao longo da história da Educação.
Visionário, Johann Pestalozzi deu os primeiros passos para democratizar a educação pública, baseada na psicologia para o ensino e na formação docente. Friedrich Froebel, criador dos jardins-de-infância, atribuiu a importância de se educar nessa faixa etária, e de inserir a ludicidade e a música no processo didático. Ovide Decroly experimentou uma escola ativa, do aprender a aprender, centrada no aluno, para viver em sociedade, no método global e os centros de interesse. Já Maria Montessori se contrapunha aos métodos tradicionais e visava uma educação prática, com ênfase nos materiais didáticos que favorecessem o desenvolvimento da criança. Para tantos outros como John Dewey, que evidenciou a prática aliada à teoria e a liberdade de pensamento no ato educativo, ou Célestin Freinet que objetivou criar uma “escola do povo”, transformada em suas contradições sociais e as aulas-passeio, saindo do tradicionalismo enciclopédico. Jean Piaget, com desenvolvimento infantil em fases distintas, deu origem ao Construtivismo, Lev Vygotsky, com o sócio-interacionismo,criou a Zona de Desenvolvimento Proximal-ZDP, que mostra a distância entre o que a criança consegue fazer sozinha e o que faz com a ajuda de alguém mais "competente", dando ênfase na interação entre as próprias crianças e com os adultos, na qual o professor é o mediador do no processo de aquisição dos conhecimentos, teoria ainda tão decantado na educação pós-moderna, ou o brasileiro Paulo freire, com a pedagogia do oprimido e outros representantes brasileiros que trouxeram eminentes contribuições a uma educação que saia das quatro paredes da sala de aula e possa se tornar significativa e real, para a vida. Que não prenda alunos em uma sala de aula, mas que proporcione novas maneiras de aprender a aprender, que desperte a atenção e curiosidade nos alunos, ressignificando o ensino que a escola, por meio de seus profissionais, tem ofertado em suas instituições públicas e privadas.
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