Total de visualizações de página

Pesquisar este blog

segunda-feira, 12 de julho de 2010

IDEB de 3,1. Isso é grave e uma vergonha para os governantes do Estado do Amapá!



,
Onze  municípios do Amapá tiveram a qualidade de sua educação avaliada pelo MEC e todos tiveram desempenho abaixo da média nacional. O resultado, medido pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB),  Veja-seque no Amapá, o IDEB das séries iniciais de educação fundamental é de 3,1,e esse  desempenho  está abaixo da média nacional que é de 3,8.  O grande problema é: como podemos melhorar esses índices com esses governos corruptos que têm se apropriado indevidamente da  parca verba da Educação?
Medidas urgentes por parte do poder público são necessárias para sanar esse déficit educacional no Amapá e no Brasil, haja vista que a diferença entre as médias nacional e local não é tão significativa. Apesar da meta do Governo Federal que propõe que até  2022, ano do bicentenário da Independência, o Amapá alcance a média 5,3 e que a  nacional chegue a 6,0, como nos países desenvolvidos, não se vê, no estado, nenhuma política para a área da educação, que possa garantir essa conquista.
  Essas metas do Ideb são estabelecidas levando-se em consideração a realidade atual de cada localidade, contudo, partindo-se  da melhor perspectiva de se investir verdadeiramente os percentuais destinados, por lei, para esse fim. Porém,  a corrupção será levada em consideração? Certamente não.
Dizem que o ministro da Educação, Fernando Haddad, esteve no Amapá para garantir a adesão do estado e dos municípios ao plano de metas do “Compromisso Todos pela Educação”. E que esse compromisso estabelece 28 diretrizes a serem cumpridas pelos gestores da educação. Parece que se busca um comprometimento maior dos prefeitos e do governador com a educação e que  o Amapá possa atingir as metas estabelecidas pelo Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). Mas como esperar isso dos entes públicos que têm se apresentado nas eleições no Amapá?



                  Mas nem tudo está perdido. Há iniciativas que vêm se tornando exemplo de parceria e compromisso com uma educação pública de qualidade, mesmo sem apoio dos governantes e secretários que costumam esquentar cadeiras em seu gabinetes climatizados, escola e comunidade    As fotos a seguir mostram  os alunos da Escola Estadual Dr. Coaracy Nunes em projetos desenvolvidos pela escola: palestras e caminhada pela Paz no Trânsito, entre outras. Instituição pública de ensino que vem contrariando as estatísticas negativas e tem dado um salto na qualidade da educação , apresentando um IBEB acima das expectativas previstas e da média nacional nos anos de 2005,2007 e 2009:IDEB da 4ª série  de  3,4( 2005), 4,4 ( 2007),  4,8  (2009)IDEB de 8ª série: 4,0 (2005), 4,1 (2007), 4,6 (2009)

domingo, 11 de abril de 2010

CONCLUINTES DO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO "LATO SENSU" EM CIÊNCIA DA EDUCAÇÃO PELA EAP/FAAT: CERIMÔNIA DE CERTFICAÇÃO DISCURSO DE FORMATURA DA ORADORA DA TURMA: PROª SANDRA COLLARES

GOVERNO DO ESTADO DO AMAPÁ
 ESCOLA DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DO AMAPÁ
 FACULDADE ATUAL
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA DA EDUCAÇÃO

Excelentíssimo Governador do Estado do Amapá, Antônio Waldez Góes da Silva; Excelentíssimo Secretário de Educação, José Adalto Santos Bittencourt Ilustríssima Sra. Diretora-presidente da Escola de Administração Pública do Estado Amapá, Maria Goreth da Silva Souza; Ilustríssima Diretora da Faculdade Atual, Profª Dra. Katy Eliana Ferreira Motinha; Ilustríssimo  Coordenador-geral  dos Cursos de pós-graduação. Pof. MSc. Mauro Gutenberg Nascimento Branch;
Demais componentes da mesa; Senhoras e senhores presentes, bom dia!
                                                                  Sandra Leila Amóras Collares
Concluinte do curso de pós- graduação em
Ciência da Educação

É com imensa alegria que nos reunimos aqui para celebrar esta desejada conquista.  Somos a primeira turma de pós-graduação “lato sensu” em Ciência da Educação, formada por meio da ousada parceria de tão renomadas instituições, cumprindo a missão da Escola de Administração Pública em “formular, implementar  e gerir  a política de formação e desenvolvimento do servidor público(...), visando a excelência dos serviços prestados à população”, numa iniciativa valorosa do Governo do Estado do Amapá, ao mostrar, de forma efetiva, que a Educação  de qualidade  deve ser compromisso do poder público e o caminho real para o desenvolvimento do nosso estado e do Brasil.                                    
O panorama  que se configura na atualidade  com  o advento da sociedade do conhecimento e a  inserção das novas tecnologias num cenário mundial globalizado, passam a exigir saberes imprescindíveis à atuação docente e à melhoria na qualidade da educação ofertada nas instituições públicas de ensino. Assim, a maneira de viver e os conceitos do homem moderno e  a força da Lei de Diretrizes Bases da Educação Nacional, Nº9394/96 acabaram fomentando iniciativas para as mudanças necessárias à modernização das escolas e da postura dos professores frente aos desafios recentes. Consequentemente, essa realidade  os tem levado a buscar meios para  inovação da práxis  e a se posicionarem de acordo com os paradigmas do terceiro milênio, mas com a responsabilidade em desenvolver uma instrução que objetive os avanços  na qualidade de vida da população. Haja vista que não se pode efetivar uma educação dinâmica e de resultados positivos para a sociedade, e que vise o desenvolvimento do país, se ainda estivermos pautados em velhos modelos ultrapassados. Limitados às antigas metodologias de atuação docente e que se tornam inócuas para as demandas das comunidades atuais.
Deste modo, os professores que hoje estão presentes nesta solenidade, ingressaram na turma de pós-graduação na busca da excelência do desempenho profissional e, visando adequarem-se a essas novas exigências que a pós-modernidade impõe como imperativo categórico para uma coletividade sequiosa de informação e de conhecimento. Na tentativa de reorientarem-se  profissionalmente, buscaram na formação continuada, a inovação nas formas de ensinar, agora, certamente, tendo em vista os quatro pilares estabelecidos pela UNESCO, para Educação mundial: propiciar ao educando aprender a ser, aprender a conviver, aprender a fazer e aprender a aprender, pois a contemporaneidade também impõe  aos estudantes  uma postura renovada  diante do conhecimento científico sistematizado nas escolas e das competências exigidas como requisitos  à convivência em sociedade e para o mercado de trabalho.
Assim. tivemos a oportunidade de experienciar a pesquisa cientifica, de vivenciar  a realização projetos de cunho social, por meio da pesquisa-ação  que,  certamente, ultrapassarão as barreiras dos muros escolares e  das salas de aulas, para, numa relação dialógica e multiplicadora, transformar a comunidade, mas também ser transformados por ela.
Agora, constituiremos os pesquisadores que,  transcendendo a mera formação acadêmica, serão capazes de pensar em melhores soluções diante dos desafios enfrentados para se viabilizarar uma educação inclusiva, eficaz, pautada na ética construtiva e com maior responsabilidade social, visando oferecer o   que a comunidade espera do serviço público educacional:  o melhor de suas instituições de ensino. 
 Deve-se enfatizar que ser professor, na atual conjuntura, é ser aberto ao novo. É ser, além de educador, um empreendedor, capaz de alavancar sonhos de pessoas que se tornem sujeitos históricos críticos e criativos para atender aos anseios de uma sociedade dinâmica e mais justa. É fomentar a autonomia num momento em que cada vez mais se busca aprender, mas que também se tem a impressão de que não se conhece o suficiente.  Porém, estes devem identificar-se na condição de sujeitos primordiais para se efetivar as mudanças tão almejadas para as demandas da sociedade. Na qual todos se reconheçam como seres humanos e, portanto, exerçam verdadeiramente direitos iguais na cidadania e na  conquista da mobilidade social.
            Enfim, glorificamos e agradecemos a Deus que nos concedeu a sabedoria necessária; parabenizamos  e agradecemos aos colegas que foram exemplo  de superação, dando o máximo de si para vencer os limites,  alcançando a vitória de estar aqui hoje; agradecemos aos nossos mestres que ousaram sonhar e fazer acontecer,  que não trouxeram as soluções em fórmulas prontas, mas apontaram os caminhos e as possibilidades de se acertar;  aos nossos familiares  pela paciência e tolerância e, finalmente, agradecemos aos entes públicos e privado, que contribuíram para  tornar esse sonho uma realidade.           

   Obrigada


domingo, 17 de janeiro de 2010

A IDENTIDADE DO PROFESSOR E OS PARADIGMAS DA PÓS-MODERNIDADE

A Educação tem carecido de nova significação por parte das escolas, com a urgente modernização dos seus Projetos Político-Pedagógicos; pelos governantes, com políticas educacionais efetivas e pela sociedade, na valorização dos profissionais, mas também necessita de um novo olhar de seus principais agentes de transformação: os docentes. Ensinar nos tempos atuais deixou de ser tarefa exclusiva dos professores. A todo instante conhecimentos são socializados mundialmente pela Web e configura-se, hoje em dia, uma nova modalidade de ensino: a Educação a Distância. Este modelo traz a possibilidade da autogestão da aprendizagem na formação profissional, sob forma de tutoria, o que põe em xeque a própria imagem e a função do professor na sociedade. Essa nova maneira de viver e os conceitos do homem moderno, acabam forçando mudanças na postura dos profissionais da Educação, e a busca de uma nova identidade em que devem posicionar-se de acordo os paradigmas do terceiro milênio.
Não se pode efetivar uma educação dinâmica e de resultados positivos para a sociedade, e que vise o desenvolvimento do país, se ainda estamos pautados em velhos modelos ultrapassados. Não há mais como negar que a educação que se dá no interior das instituições públicas ainda está muito presa às antigas metodologias de atuação docente e que se tornam inócuas para as demandas da sociedade atual. Deste modo, os professores, precisam se adequar a essas novas exigências que o panorama da pós-modernidade impõe como imperativo categórico para a sociedade da informação e do conhecimento. As escolas, em pleno século XXI, “tentam educar com professores formados em procedimentos educativos do século XX” (Imbernón). Conquanto haja uma crise educacional no Brasil, os professores acabam se tornando os principais alvos, pois são cobrados pelos fracassos educacionais e estão cada vez mais desorientados quanto ao seu papel numa sociedade que está em constante transformação. Ser professor no Brasil é, a pesar dos fracos investimentos na educação como prioridade de política Estado e, a despeito das dificuldades que envolvem essa profissão, ter que se esforçar por desenvolver a atividade docente com a mínima competência que a formação lhe proporciona, num momento histórico em que cada vez mais se exige o domínio de variados saberes e o melhor preparo profissional. É necessário, então, que nos tempos atuais, a formação profissional se baseie em uma nova epistemologia: a “epistemologia da prática”, que se define como o estudo do conjunto de saberes em seu espaço de trabalho cotidiano, para o desempenho de todas as suas tarefas (Tardif). Destarte, a formação do professor, de acordo com a “epistemologia da prática, contribuiria para dar novo significado também à escola e à profissão docente” (Nóvoa). Sendo assim, o professor necessita reorientar-se em sua profissão, estar apto a utilizar novas tecnologias na atividade cotidiana, precisa buscar inovação nas formas de ensinar tendo em vista os quatro pilares estabelecidos para Educação mundial, pala UNESCO: aprender a ser, aprender a conviver, aprender a fazer e aprender a aprender, pois a contemporaneidade impõe renovada postura diante do conhecimento. Ser professor, hoje, é ser aberto ao novo e ser, além de educador, um empreendedor, capaz de alavancar sonhos, fomentar a autonomia num momento em que cada vez mais se busca aprender, mas que também se tem a impressão de que não se conhece o suficiente, o que se torna uma das angústias para os educadores, atualmente. Por isso, nessa procura de sua identidade profissional, estes devem identificar-se na condição de sujeitos primordiais para se efetivar as mudanças tão almejadas para a sociedade. Em que todos se reconheçam como seres humanos e, portanto, exerçam realmente direitos iguais na cidadania e na mobilidade social.
Portanto, torna-se precípuo, além de mais investimentos na Educação e reconhecimento profissional, a formação continuada do quadro docente, a fim de que possam também interagir com renovadas formas de acesso e produção de conhecimento. Os professores necessitam acompanhar essa possibilidade trazida pela era moderna e pela globalização: as novas tecnologias da informação e da comunicação, a internet, os novos espaços de autoria (Blogs, Twiter...). Utilizar essas ferramentas para compartilhar idéias e projetos ou no suporte didático permite otimizar os tempos escolares, assegurando aos docentes e discentes configurar diferentes modos de ampliarem seus conhecimentos, possibilitando a mais variadas formas de interação, expressão, construção e reconstrução do saber científico, ressignificando suas interfaces com o mundo. Assim, o professor poderá adequar-se aos paradigmas do terceiro milênio formando não somente competências para o mercado de trabalho, mas o que é exigido aos homens e mulheres atuais: um modo novo de colocar-se frente à “sociedade da aprendizagem” na perspectiva do ser humano e da ecossolidariedade. Enfim, acompanhar as mudanças dos tempos atuais na efetivação de uma Educação de qualidade seja no setor público ou privado, com atitude moderna ao se relacionar numa sociedade cada vez mais dinâmica e complexa, é função primordial do professor, para que haja compreensão dos novos perfis profissionais traçados pela sociedade contemporânea.

* Sandra L. Amoras Collares: acadêmica do curso de Pós-graduação em Ciência da Educação pela EAP-FAAT, Licenciada em Pedagogia pela Universidade Federal do Amapá, acadêmica do curso de Letras-UFPA e professora da rede pública do Estado do Amapá.
**Artigo publicado no Jornal do Dia, em 17/01/2010

sábado, 2 de janeiro de 2010

COMPARAÇÕES DE QUINTANA



DEFICIÊNCIAS - Mário Quintana (escritor gaúcho 30/07/1906 -  05/05/1994)

             "Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
             "Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.
             "Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
             "Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão.. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
             "Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
             "Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
  "Diabético" é quem não consegue ser doce.

             "Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:

             "Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.